Arquivo da categoria: Turismo em Ambientes Naturais

Guia de Trilhas do Parque Estadual do Desengano / RJ

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) lançou nesta sexta-feira (29/04) o Guia de Trilhas do Parque Estadual do Desengano. O objetivo da publicação é elevar a visitação do parque que, com 22,4 mil hectares, abrange áreas dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos. Com 336 páginas, em edição bilíngue, o guia traz todos os detalhes de 19 trilhas e outros atrativos como poços e cachoeiras, das quais 12 no interior da unidade e sete no seu entorno imediato.

A publicação traz informações completas sobre o parque, que completa este mês 41 anos, incluindo localização, clima, flora, fauna, geologia e hidrologia. Também há dicas de segurança, procedimentos em situações de emergência, recomendações de mínimo impacto e para as operadoras de turismo, guias e condutores de visitantes. Na descrição das trilhas há indicações de pontos de GPS e o perfil de inclinação da trilha, um item raramente encontrado em publicações do gênero.

O Maciço do Desengano é uma área com grande potencial para a prática de esportes de aventura, em especial caminhadas e escaladas de rocha. Um dos objetivos do guia é o incentivo ao ecoturismo na região e, para isso, incluímos na publicação, a pedido da prefeitura de Santa Maria Madalena, algumas trilhas de curta duração que estão fora do parque mas de grande apelo local e de potencial interesse para visitantes – explica o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, André Ilha.

A elaboração do guia, custeado pelas empresas Anglo American e LLX, ficou a cargo da organização não-governamental Instituto Terra Brasil. A assessoria técnica ficou a cargo de montanhistas experientes como os guias Francesco Berardi e Claudia Bessa, do Centro Excursionista Brasileiro (CEB), o primeiro clube de montanhismo do país, fundado em 1919. O projeto também trouxe outros benefícios, como a atualização da base cartográfica do parque, o mapeamento com GPS de todas as trilhas e um banco de imagens.

Os mil exemplares do guia serão distribuídos para operadoras de turismo, clubes de montanhismo e prefeituras locais. Além disso, estará disponível para download, na íntegra, no site do Inea (www.inea.rj.gov.br) a partir de 3 de maio. O INEA produzirá, em seguida, também guias de trilhas dos parques estaduais da Pedra Branca (Rio), da Serra da Tiririca (Niterói/Marica) e dos Três Picos (Região Serrana).

Fonte: INEA

Manual de Monitoramento e Gestão dos Impactos da Visitação em Unidades de Conservação

Considerando-se a necessidade futura de implantação, manejo e gestão das atividades de uso público nos Parques Estaduais Paulistas, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, do Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica no Estado de São Paulo, promove o Projeto de Elaboração do Plano de Monitoramento e Gestão dos Impactos da Visitação, que foi realizado com financiamento do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e em parceria com o WWF – Brasil e o Programa Trilhas de São Paulo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

O Plano de Monitoramento e Gestão dos Impactos da Visitação foi elaborado com base no conceito construtivo adotado pelo Projeto FAPESP – Proposição de Política Pública a partir de Modelos de Avaliação e Gestão de Impactos Socioambientais da Visitação Pública nas Unidades de Conservação do Estado de São Paulo (Processo 98/14175-5), no qual foi proposta uma lista mínima de indicadores de impactos da visitação e sua respectiva metodologia, que qualquer sistema de monitoramento deve contemplar.

Neste manual são descritas as metodologias propostas para o plano em questão, envolvendo desde os trabalhos que antecedem o monitoramento, até a adoção de estratégias de manejo com vistas à redução ou eliminação dos impactos e a continuidade do monitoramento com o objetivo de verificar a efetividade das ações implantadas.

Os arquivos podem ser encontrados nos links abaixo:

Fonte: WWF Brasil

Geoturismo

A geodiversidade é a coleção de formações rochosas, seus fenômenos ee tipos de solos e rochas. Para Stanley (2000 apud. NASCIMENTO 2007, p.8) Geodiversidade é a “Variedade de ambientes, fenômenos e processos ativos, de caráter geológico, geradores de paisagens/relevo, rochas, minerais, fósseis e solos que constituem a base para a vida na Terra”.

Na prática, a geodiversidade pode ser trabalhada também como atrativo turístico e de fato, é tão importante quanto à biodiversidade, pois é o substrato que define a flora e consequementemente a fauna. Desta forma, o estudo e conservação, se reflete tanto na biodiversidade quanto potencial de serviços e produtos turísticos.

Para quem trabalha com trilhas, o conhecimento do potencial “geoturístico” passa a ser então mais uma ferramenta no planejamento e manejo de trilhas. Uma boa dica é o site Geoturismo Brasil com destaque para o conceitual, projetos no Brasil e uma biblioteca virtual com vários dowloads de interesse. acesse!!!