O Infotrilhas começou em 2001 como um projeto voluntário para a formação de um banco de dados sobre as condições de uso das trilhas, a partir de voluntários cadastrados e convênios com unidades de conservação (UC). A idéia inicial era montar um banco de dados de trilhas e atraves da publicação de depoimentos de visitantes e operadores, informar sobre o estado das trilhas nas UCs cadastradas, e ainda a criação de um mapa geral das áreas críticas e assim ordenar o esforço voluntário de manutenção/ recuperação e o trabalho de manejo por parte das administrações e outros como ongs e empresas patrocinadoras.
Infelizmente, o entusiasmo na concepção não anteviu a necessidade, para nós tão óbvia; de realmente confirmar a conscientização ampla sobre a importância das trilhas como equipamentos de manejo da visitação e/ou de sua vocação para a educação ambiental subjacente. Isso fez com que reordenássemos a estratégia de atuação do Infotrilhas. Na criação da lista Manejo de Trilhas pela turma de 2002, do curso de manejo de trilhas em Salto Morato/PR, passamos a apoiar a lista e criamos uma biblioteca virtual, seção de bibliografia recomendada, divulgação de cursos, palestras e eventos relacionados ao manejo de trilhas e trabalhos voluntários em em de trilhas (por ongs, unidades de conservação …). Desta forma, o nosso foco passou a ser a divulgação de ações de manejo, planejamento e pesquisas sobre trilhas e impactos da visitação em ambientes naturais, promovendo técnicas de planejamento, manutenção e monitoramento de trilhas, através da divulgação de artigos, teses, dissertações e trabalhos na área, visando conscientizar, divulgar e oferecer alternativas de iniciativas que interfiram nas áreas de impacto da visitação em ambientes naturais, facilitando e promovendo o contato entre pessoas que possam de alguma maneira interferir no manejo de trilhas, como guias, montanhistas, turismólogos, pesquisadores,funcionários de parques, etc.
Em 2006, conseguimos coordenar o I Congreso Nacional de Planejamento e Manejo de Trilhas e de lá para cá, embora a questão esteja um pouco adormecida, nunca sua importancia foi tão grande como ferramenta de gestão de visitantes. Assim, esperamos que este novo formato possa ser útil a todos e que os profissionais da área sintam-se a vontade para discutir, divulgar experiências e trocar informações sobre o tema.
Saúde e paz
* É mestre em Geografia pela UERJ, com a dissertação: “Ordenamento da malha de trilhas como subsidio ao zoneamento ecoturístico e manejo de visitantes no Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu”. É também pesquisador do Grupo de Estudos Ambientais – GEA/UERJ, Departamento de Geografia Fisica do Instituto de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Atualmente é prof substituto de Biogeografia e Práticas de Pesquisa em Geografia no Departamento de Geografia Física da UERJ e Tutor das disciplinas Turismo e Meio Ambiente e Fundamentos Geoggráficos do Turismo e Educação ambiental em Turismo para o curso a distancia de Licenciatura em Turismo da UFRRJ/CEDERJ. É Consultor para Uso Público em Unidades de Conservação e Planejamento e Manejo de Trilhas. Guia de Turismo Embratur com especialização em Atrativos Naturais e Possui pós-graduação em Educação Ambiental.
Medico Veterinário Homeopata, quer mesmo é ser fotógrafo de capivara!!!.


